BEM VINDOS!!!!

Seguindo o padrão do termo anterior, postarei o resumo das matérias aos finais de semana, salvo algum imprevisto. Estou à disposição de todos para que possamos incrementar o conteúdo do blog e, assim, dinamizar e enriquecer nosso aprendizado.

Muito obrigada, boas aulas!

domingo, 1 de março de 2009

LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS 2

UNIDADE 1: ESTRATÉGIAS DE LEITURA

1) CONSTRUÇÃO DE SENTIDO DO TEXTO

- espaços de certeza: passagens explícitas que dão o sentido global do texto
- espaços de incerteza: entrelinhas do texto, mensagens subentendidas que dependem da participação do leitor para identificá-las

2) HABILIDADES NECESSÁRIAS AO PROCESSO DE LEITURA

- identificação da informação: leitura do texto em si, do vacabulário, da estrutura e do nível textual
- compreensão e interpretação: leitura das entrelinhas e identificação do nível contextual
- reflexão: avaliação e julgamento do texto e depende do nível cultural e intelectual do leitor

3) POSSIBILIDADES DE LEITURA DO TEXTO

- leitura horizontal: passagem rápida do texto para identificar seu conteúdo, sua macroestrutura
- leitura vertical ou analítica: leitura detalhada e atenta do texto, identificando sua coerência informativa e assimilando novos conhecimentos

4) ESTRATÉGIAS DE LEITURA VERTICAL

- relações textuais: estrutura textual (gênero, domínio, suporte do texto, vocabulário, etc.)
- relações contextuais ou pragmáticas: intenções do autor e influências socio-culturais na produção do texto
- relações intertextuais: interação das informações do texto com o conhecimento de mundo do leitor e com outras referências

UNIDADE 2: DOMÍNIOS DISCURSIVOS OU TEXTUAIS

Áreas de produção do texto em que surgem diversos outros textos (gêneros) específicos.

CULTURA E IDENTIDADE BRASILEIRA

UNIDADE 1 - FORMAÇÃO SÓCIO-CULTURAL DO BRASIL
RAÍZES HISTÓRICAS

A descoberta do Brasil advém da mudança no cenário comercial europeu. O tradicional acesso às Índias, através do Mediterrâneo - por onde circulavam as pequenas embarcações - foi fechado pelos turcos otomanos com a tomada de Constantinopla. Os árabes fecharam as fronteiras, impedindo od europeus de chegarem ao oriente pelas tradiconais rotas comerciais. A Europa, então, inicia o processo de desenvolvimento das grandes embarcações e, com o avanço da indústria naval, capacita-se para lançar as expedições que descobririam rotas alternativas. Dessa forma, o comércio europeu manteria-se ativo, lucrativo e, consequentemente, a Europa manteria seu poder.
A Europa detinha um vasto conhecimento dos mares, com diversos mapas e expedições de reconhecimento do oceano e de possíveis terras. Várias foram as expedições fracassadas, comtudo os portugueses conseguem cruzar o Cabo das Tormentas com sucesso e, assim, chegam às Índias. O êxito da empreitada leva à mudança de nome do cabo, que passou a se chamar Cabo da Boa Esperança. Outra expedição lança-se ao mar para explorar as terras portuguesas obtidas com o Tratado de Tordesilhas. O tratado redividiu o oceano entre Portugal e Espanha, redefinindo as fronteiras. Seu objetivo era conquistar mais territórios para Portugal, visto que a antiga fronteira cortava apenas as águas. Quanto mais terras ou colônias o país tivesse, maior as possibilidfades de exploração e crescimento do comércio. Com a geração de riquezas de suas colônias, o país se fortalece e aumenta seu poder.
Pedro Álvares Cabral lança-se ao mar para explorar as novas terras conquistadas com o tratado. Nesse contexto de exploração o Brasil é descoberto e colonizado. O foco da colonização era a obtenção de riquezas minerais, o que levou ao estabelecimento de toda uma estrutura extrativista no Brasil. A primeira mão de obra utilizada foi a indígena, contudo sua cultura de cooperação e de subsistência não se enquadrava no sistema de exploração. A baixa produtividade da mão de obra indígena levou Portugal a importar escravos de suas colônias africanas - os escravos já tinham experiência na lida da exploração das colônias. É importante ressaltar que questões culturais e de preservação do ambiente pouco importavam à Coroa. O objetivo da expedição era estritamente comercial, não se pensavam em questões éticas, étnicas e sociais. O foco era obter o máximo possível de riquezas e assim foi feito. Todas as nações européias praticavam a exploração de colônias, or isso a história do Brasil não seria diferente caso tivesse sido colonizado por outro país.
O surgimento da escravidão no Brasil, desde a sua descoberta, enraíza o olhar p´reconceituoso sobre a raça. Desde o início da nossa história, o negro está inconscientemente associado a atividades degradantes, visto que era designado para as piores tarefas. O exercício dessas funções, muitas vezes desumanas, trouxe o racismo para o inconsciente coletivo do povo brasileiro, uma vez que junto com o negros vinham as imagens de tudo que as pessoas repugnavam. A colonização deixa para o Brasil a baixa auto-estima - devido à exploração da colônia - e o racismo.
Outras expedições anteriores já haviam chegado ao Brasil, como as holandesas, chinesas e árabes. Era necessário, então, povoar a terra recém-descoberta para que a posse da colônia portuguesa fosse concretizada. Portugal foi o primeiro reino unificado na Europa, por isso foi pioneiro na conquista das colônias e tornou-se uma potência comercial.
Portugal investe, a princípio, no cultivo do açúcar, produto de alto valor comercial na Europa. Inicia-se a exploração agrícola com a monocultura escravista. As relações sociais que se estabelecem nesse contexto são calcadas no poder e na resistência. A escravidão deixa para o país o atraso econômico - não há mercado, não há trocas comerciais, não há prestação de serviços - e as desigualdades sociais.
O Brasil foi o último país a abolir a escravidão, em 13/05/1888, e o fez através do decreto da lei. Não houve um planejamento para a inclusão social dos escravos, que se viram subitamente abandonados. Vagavam pelas ruas, mendigavam e, em sua maioria, se recusavam a abandonar a senzala para não ficarem ao relento - preferiam a escravidão à liberdade com exclusão social.

O PATRIARCALISMO NA SOCIEDADE BRASILEIRA

A civilização ocidental, ao instituir uma sociedade mais vomplexa, segrega a vida pública da esfera familiar. Nesse momento, a mulher que sempre esteve associada à procriação, alimetação e educação da família se vê subjulgadaao homem. Até esse momento, ambos desempenhavam suas funções sem qualquer superioridade de gêneros. É a associação do homem à esfera pública que o coloca sobre o sexo feminino.
Portugal coloniza o Brasil com a mentalidade patriarcalista. Por isso, às mulheres era reservado o ambiente familiar enquanto os homens circulavam pela colônia. A mulher fica cada vez mais restrita à sua função de procriadora, ao passo que a nobreza do homem e o seu poder cresciam. À mulher cabia ser bela para despertar o iteresse masculino e assim, procriar. Para atrair o olhar masculino, deveria exaltar os quadris - ancas largas era característica de uma boa parideira. A mulher, por sua vez, identifica na simetria facial masculina a qualidade genética do homem e sua capacidade de transmitir bons genes a seus descendentes.